A RELAÇÃO EDUCAÇÃO E AGROECOLOGIA: UM ESTUDO SOBRE EXPERIÊNCIAS EM ESCOLAS DO MST, NO PARANÁ
Resumo:
A pesquisa aborda a relação entre educação e agroecologia no MST e um estudo
sobre experiências desenvolvidas em seis escolas vinculadas ao Movimento, no
Paraná. Teve como objetivos: compreender como se deu o processo de
incorporação da agroecologia no MST e no seu projeto educativo; explicitar qual a
concepção de agroecologia do Movimento; identificar materiais produzidos sobre a
agroecologia pelo MST ou em parceria com ele; analisar seis experiências de
educação em agroecologia, em escolas itinerantes e de assentamento vinculadas ao
MST/Paraná e compreender qual a função social das escolas vinculadas a ele na
construção da agroecologia. Para a realização deste trabalho de investigação, com
abordagem qualitativa, utilizamos como procedimentos metodológicos a pesquisa
bibliográfica, pesquisa documental e pesquisa de campo. Ordenamos o referencial
bibliográfico e a análise com base nas categorias teóricas Estado, Capitalismo,
Questão Agrária, Agroecologia, Educação, Escola, Emancipação Humana. A
exposição teórica está organizada em três capítulos. No primeiro capítulo, intitulado
“Estado e agricultura no Brasil: as bases agrárias e a natureza do desenvolvimento
capitalista no campo” discutimos a natureza do Estado e as determinações da
realidade brasileira que consolidaram o projeto de desenvolvimento capitalista no
campo, bem como, a inserção do agronegócio como modelo hegemônico, fruto de
múltiplos movimentos do capital na agricultura, num processo histórico contraditório,
vinculado à propriedade e monopólio privado da terra. No segundo capítulo,
intitulado “Inserção da agroecologia no contexto brasileiro e o processo de sua
incorporação na luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST”
apresentamos elementos para compreender a inserção da agroecologia na realidade
brasileira e o movimento de incorporação da agroecologia pelo MST, que evidencia
um alargamento de sua concepção e de sua perspectiva de luta. No terceiro
capítulo, intitulado “Experiências e práticas de agroecologia em escolas itinerantes e
de assentamento vinculadas ao MST no Paraná: a função social da escola na
construção da agroecologia” explicitamos como se materializa o movimento de
incorporação da agroecologia no trabalho educativo da escola, por meio da análise
de experiências desenvolvidas em seis escolas vinculadas ao MST no Paraná, que
indicam alguns caminhos para a transformação da forma escolar capitalista e
sintetizam o desafio assumido pelo MST, ao adotar a agroecologia como base para
construção da Reforma Agrária Popular e para a formação da nova geração de
camponeses. Uma das questões centrais explicitadas é a relação necessária entre
educação e trabalho, que tem na agroecologia um potencial para se materializar e
pode contribuir, mesmo que de forma parcial, para a emancipação humana.
sobre experiências desenvolvidas em seis escolas vinculadas ao Movimento, no
Paraná. Teve como objetivos: compreender como se deu o processo de
incorporação da agroecologia no MST e no seu projeto educativo; explicitar qual a
concepção de agroecologia do Movimento; identificar materiais produzidos sobre a
agroecologia pelo MST ou em parceria com ele; analisar seis experiências de
educação em agroecologia, em escolas itinerantes e de assentamento vinculadas ao
MST/Paraná e compreender qual a função social das escolas vinculadas a ele na
construção da agroecologia. Para a realização deste trabalho de investigação, com
abordagem qualitativa, utilizamos como procedimentos metodológicos a pesquisa
bibliográfica, pesquisa documental e pesquisa de campo. Ordenamos o referencial
bibliográfico e a análise com base nas categorias teóricas Estado, Capitalismo,
Questão Agrária, Agroecologia, Educação, Escola, Emancipação Humana. A
exposição teórica está organizada em três capítulos. No primeiro capítulo, intitulado
“Estado e agricultura no Brasil: as bases agrárias e a natureza do desenvolvimento
capitalista no campo” discutimos a natureza do Estado e as determinações da
realidade brasileira que consolidaram o projeto de desenvolvimento capitalista no
campo, bem como, a inserção do agronegócio como modelo hegemônico, fruto de
múltiplos movimentos do capital na agricultura, num processo histórico contraditório,
vinculado à propriedade e monopólio privado da terra. No segundo capítulo,
intitulado “Inserção da agroecologia no contexto brasileiro e o processo de sua
incorporação na luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST”
apresentamos elementos para compreender a inserção da agroecologia na realidade
brasileira e o movimento de incorporação da agroecologia pelo MST, que evidencia
um alargamento de sua concepção e de sua perspectiva de luta. No terceiro
capítulo, intitulado “Experiências e práticas de agroecologia em escolas itinerantes e
de assentamento vinculadas ao MST no Paraná: a função social da escola na
construção da agroecologia” explicitamos como se materializa o movimento de
incorporação da agroecologia no trabalho educativo da escola, por meio da análise
de experiências desenvolvidas em seis escolas vinculadas ao MST no Paraná, que
indicam alguns caminhos para a transformação da forma escolar capitalista e
sintetizam o desafio assumido pelo MST, ao adotar a agroecologia como base para
construção da Reforma Agrária Popular e para a formação da nova geração de
camponeses. Uma das questões centrais explicitadas é a relação necessária entre
educação e trabalho, que tem na agroecologia um potencial para se materializar e
pode contribuir, mesmo que de forma parcial, para a emancipação humana.
Como Citar:
VIEIRA, Thaile Cristina Lopes. A RELAÇÃO EDUCAÇÃO E AGROECOLOGIA: UM ESTUDO SOBRE EXPERIÊNCIAS EM ESCOLAS DO MST, NO PARANÁ. 2018. 242 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Educação - Mestrado - Irati) - Universidade Estadual do Centro-Oeste, Guarapuava - PR.
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