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PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO (PRONACAMPO): entre a pauta dos povos do campo e o decidido pelo Estado


Resumo:

Esta pesquisa visa compreender, quais bases epistemológicas, filosóficas e princípios teóricos metodológicos da Educação do Campo estão em embate no Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo). Analisa a correlação de forças entre distintos segmentos sociais no processo de elaboração desse programa e os interesses na participação das agências internacionais, expressas nas políticas de educação do governo federal. Objetiva-se sinalizar limites e avanços na direção de atendimento dos anseios dos Movimentos Sociais do Campo e indicar as contradições existentes à configuração de uma política pública de Estado.O referencial teórico se embasa nas publicações da Articulação Nacional da Educação do Campo, no documento base do Pronacampo e na concepção de Estado ampliado.Este trabalho se alinha ao materialismo histórico dialético, por considerarmos como um método completo para explicitar a história, as contradições, mediações em relação ao movimento dialético da realidade, na sua totalidade. O procedimento metodológico para trazer a totalidade, incide em partir do empírico, com cinco entrevistas realizadas com Lideranças dos Movimentos Sociais populares do Campo (MSPC); do Movimento dos trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (CONTAG); da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (FETRAF); da Rede de Educação do Semiárido (RESAB) e da Associação Regional das Casas Familiares Rurais (ARCAFAR). Soma-se ainda, estudos de documentos do Pronacampo e da Articulação Nacional da Educação do Campo, com mediações dos conjuntos empíricos. Investiga-se a gênese histórica e o desenvolvimento interno, no plano da abstração e da construção do conhecimento. A análise permite perceber as tensões que existiram na elaboração e lançamento do Pronacampo, entre diferentes projetos de campo e de Educação do Campo. Contradições e avanços dentro do próprio conceito que ao mesmo tempo, possibilita aos coletivos dos movimentos sociais e pesquisadores,refletir sobre suas práticas, no âmbito do direito, da política e da utopia da emancipação. Para tanto o debate amplia-se, em torno de como a realidade singular e global podem ser conectadas pela Educação do Campo, no sentido de contribuir na proposta educativa que instigue a emancipação humana e política dos sujeitos, para superação do atraso e da dicotomia campo cidade. O Pronacampo, a principio, não representa as ansiedades dos Movimentos Sociais Populares do campo.

Como Citar:

MORAES, Vitor de. PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO (PRONACAMPO): entre a pauta dos povos do campo e o decidido pelo Estado. 2014. 195 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Educação - Mestrado - Irati) - Universidade Estadual do Centro Oeste, Guarapuava-PR.
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