EDUCAÇÃO DO CAMPO E MOVIMENTOS SOCIAIS NO SUDOESTE DO PARANÁ: LUTAS, REDES E ALGUNS APONTAMENTOS HISTÓRICOS
Resumo:
A construção histórica da região Sudoeste do Paraná é permeada por lutas sociais, pela organização popular, pelas mobilizações, pela cooperação e pela solidariedade. Trata-se de uma região que foi colonizada por grupos étnicos como índios, caboclos, gaúchos,
catarinenses entre outros. A base econômica da região depende muito do meio rural, por ser formada por pequenos agricultores familiares e, algumas indústrias do agronegócio (avicultura). Como outras regiões do Estado e do país, o Sudoeste do Paraná passou por
um processo de modernização/mecanização na agricultura a partir da década de 1960, substituindo gradativamente a produção de subsistência para a comercialização e industrialização dos produtos. O objeto de estudo busca compreender a construção educacional do campo do Sudoeste do Paraná a partir dos movimentos sociais, tendo como referência a Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural – ASSESOAR. A tentativa desses movimentos em desenvolver uma proposta educacional popular para os agricultores, que necessitavam de um projeto pedagógico que aliasse o conhecimento teórico acumulado historicamente com a prática e a realidade concreta do dia-a-dia. Para tanto, foi necessário entender o surgimento desses movimentos sociais do campo, a participação católica por intermédio dos padres belgas por meio dos Missionários do Sagrado Coração de Jesus – MSC, e sua proposta educacional defendida para o campo. A pesquisa realizada, numa abordagem de ações coletivas, possibilita entender as condições regionais para uma construção histórica que envolve muitos outros movimentos, como uma rede de organizações que se entrelaçam e se enredam por objetivos ou bandeiras comuns, formando ações que se ligam diretamente ou indiretamente, como exemplo, a educação desenvolvida por esses movimentos sociais, que se caracteriza como uma educação popular.
catarinenses entre outros. A base econômica da região depende muito do meio rural, por ser formada por pequenos agricultores familiares e, algumas indústrias do agronegócio (avicultura). Como outras regiões do Estado e do país, o Sudoeste do Paraná passou por
um processo de modernização/mecanização na agricultura a partir da década de 1960, substituindo gradativamente a produção de subsistência para a comercialização e industrialização dos produtos. O objeto de estudo busca compreender a construção educacional do campo do Sudoeste do Paraná a partir dos movimentos sociais, tendo como referência a Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural – ASSESOAR. A tentativa desses movimentos em desenvolver uma proposta educacional popular para os agricultores, que necessitavam de um projeto pedagógico que aliasse o conhecimento teórico acumulado historicamente com a prática e a realidade concreta do dia-a-dia. Para tanto, foi necessário entender o surgimento desses movimentos sociais do campo, a participação católica por intermédio dos padres belgas por meio dos Missionários do Sagrado Coração de Jesus – MSC, e sua proposta educacional defendida para o campo. A pesquisa realizada, numa abordagem de ações coletivas, possibilita entender as condições regionais para uma construção histórica que envolve muitos outros movimentos, como uma rede de organizações que se entrelaçam e se enredam por objetivos ou bandeiras comuns, formando ações que se ligam diretamente ou indiretamente, como exemplo, a educação desenvolvida por esses movimentos sociais, que se caracteriza como uma educação popular.
Como Citar:
DANIELI, João Paulo. EDUCAÇÃO DO CAMPO E MOVIMENTOS SOCIAIS NO
SUDOESTE DO PARANÁ: LUTAS, REDES E ALGUNS APONTAMENTOS
HISTÓRICOS. 219 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual de
Maringá – UEM. Orientador: Mário Luiz Neves de Azevedo. Maringá, 2014.
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