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POLÍTICA DA EDUCAÇÃO DO CAMPO: A CONSTRUÇÃO DE ESTRATÉGIAS PARA O MST NO PARANÁ E A AÇÃO DE AGÊNCIAS INTERNACIONAIS


Resumo:

Esta dissertação tem por objetivo analisar as ações discursivas para a educação do campo divulgadas nos documentos do Banco Mundial, UNESCO e CEPAL, apreendendo suas influências nos documentos do Ministério da Educação (MEC) e como essas orientações
repercutem na política educacional do campo no estado do Paraná, a partir de 1990. Esta pesquisa exploratória de cunho documental e bibliográfico buscou apreender o cenário histórico-político e a dinâmica do capital por meio da natureza orgânica do capitalismo
vigente, evidenciando sua contradição e caracterizando pressupostos reais a respeito das orientações macroeconômicas ao qual a educação do campo está inserida. A luta pela terra está vinculada ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), mediante esses embates o MST encabeça uma educação voltada para os sujeitos do campo, uma forma de educar a fração da classe trabalhadora que vive do e no campo, potencializando a formação militante e que os sujeitos questionem a hegemonia da escola capitalista. A problemática da educação do campo tem sido discutida nos documentos propalados por agências internacionais, enfatiza-se a educação rural nos documentos oficiais do Banco Mundial, UNESCO e CEPAL, conduzindo discursos justificadores para uma política de educação rural a fim de fixar o homem no campo e consequentemente aliviar a pobreza no meio rural. Desta maneira, analisamos os documentos destas agências debatendo como as recomendações internacionais influenciam a produção de documentos do Ministério da Educação – MEC, destinados a atender as especificidades da educação do campo. Com a finalidade de evidenciar a política educacional do campo investigamos a política educacional do campo e a trajetória da educação do campo no estado do Paraná, pontuando avanços, desafios e limites, pós 1990. As recomendações de agências internacionais propõem condicionalidades aos países signatários como o Brasil, como reformas na estrutura da educação. Os programas destinados à educação disseminaram políticas discursivas e ideológicas para enfrentar o fracasso escolar e combater o analfabetismo. Essas políticas abrangem o alívio da pobreza e a educação nas zonas rurais. Esta dissertação busca construir conhecimentos para além da educação rural. O objeto estudado parte do pressuposto que a educação do campo sofre influência de agências internacionais e que o MST procura por meio da participação sociopolítica dos sujeitos demonstrar a execução de caminhos pedagógicos para além do capital.

Como Citar:

MOURA, Kethlen Leite de. Política da Educação do Campo: a construção de estratégias para o MST no Paraná e a ação de agências internacionais. 291 fls. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual de Maringá. Orientador: Irizelda Martins de Souza e Silva. Maringá, 2013
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