POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO DO CAMPO NO PARANÁ: A PRÁXIS NA EDUCAÇÃO DO CAMPO NO ASSENTAMENTO PONTAL DO TIGRE
Resumo:
Esta pesquisa tem como objetivo analisar as políticas para a educação do e no
Campo no Paraná a partir do ano 2000. Investiga a experiência da Escola
Camponesa Municipal Chico Mendes, que nasceu no contexto das lutas e ocupação
de terras no Estado do Paraná, organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra. Para a análise, considera-se o contexto histórico da construção
das políticas, do acesso e permanência dos educandos (as) nas escolas do e no
campo. As problemáticas investigadas são baseadas nas questões: Quais as
contradições das políticas públicas para a Educação do e no Campo do Estado do
Paraná? Quais as contradições dos movimentos sociais na luta por educação?
Como a educação, em especial a escolar, pode superar as contradições e buscar
um projeto de emancipação humana? Como ela se contrapõe às ideologias
dominantes? Quais os limites e as possibilidades para a materialização dos
princípios da educação do MST? Há projeto de formação continuada? Quais foram
as lutas da classe trabalhadora para instituir escolas de emergência, itinerantes,
municipais e estaduais? O que está em disputa na atualidade das escolas? Quais
são as lutas do MST para a garantia das escolas do e no campo? A finalidade da
investigação é conhecer as práticas educativas do Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra, para constatar se estas são significativas para a construção de
um projeto que forme quadros de professores, dirigentes e militantes, que priorize
em seu trabalho a formação da consciência social e política, perpassando pelo
trabalho escolar. Na análise das práticas educativas do MST na escola Camponesa
Municipal Chico Mendes a teoria norteadora foi o materialismo histórico-dialético,
estudando as principais obras de Marx, Freire e Vázquez para compreender a
organização do capitalismo e como ele se modela na burguesia por meio da
mediação dos vários aparelhos de Estado ou aparelhos privados de hegemonia.
Identificou-se como a prática do trabalho se constitui em práxis transformadora à
medida que se inscreve na articulação das tensões entre a sociedade do capital,
também presentes no MST e, para isto, adotou-se, como referência, as categorias
de luta, educação, contradição e realidade. Estabeleceu-se uma interlocução com
autores que discutem a temática, por meio da qual foram analisadas as políticas
públicas da Educação do e no Campo no Estado do Paraná e, em específico a
práxis da Escola Camponesa Municipal Chico Mendes, vinculando o cenário
histórico da Educação do Campo e as forças do capital. Como fontes documentais,
foram utilizadas as experiências do MST em Querência do Norte e documentos da
referida Escola. Considerou-se a realidade da escola e do assentamento, bem como
da auto-organização de ambos. Para desenvolver o tema, são analisadas as ações
ocorridas no Assentamento Pontal do Tigre, com o intuito de elucidar como se dão
as ações contraditórias que permeiam as atividades da comunidade e como
reverberam no espaço escolar. Identificou-se como a prática do trabalho constitui-se
em práxis transformadora à medida que se inscreve na articulação das tensões
entre a sociedade do capital – também presente no Assentamento – e a utopia de
uma sociedade igualitária, objetivo maior do Assentamento.
Campo no Paraná a partir do ano 2000. Investiga a experiência da Escola
Camponesa Municipal Chico Mendes, que nasceu no contexto das lutas e ocupação
de terras no Estado do Paraná, organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra. Para a análise, considera-se o contexto histórico da construção
das políticas, do acesso e permanência dos educandos (as) nas escolas do e no
campo. As problemáticas investigadas são baseadas nas questões: Quais as
contradições das políticas públicas para a Educação do e no Campo do Estado do
Paraná? Quais as contradições dos movimentos sociais na luta por educação?
Como a educação, em especial a escolar, pode superar as contradições e buscar
um projeto de emancipação humana? Como ela se contrapõe às ideologias
dominantes? Quais os limites e as possibilidades para a materialização dos
princípios da educação do MST? Há projeto de formação continuada? Quais foram
as lutas da classe trabalhadora para instituir escolas de emergência, itinerantes,
municipais e estaduais? O que está em disputa na atualidade das escolas? Quais
são as lutas do MST para a garantia das escolas do e no campo? A finalidade da
investigação é conhecer as práticas educativas do Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra, para constatar se estas são significativas para a construção de
um projeto que forme quadros de professores, dirigentes e militantes, que priorize
em seu trabalho a formação da consciência social e política, perpassando pelo
trabalho escolar. Na análise das práticas educativas do MST na escola Camponesa
Municipal Chico Mendes a teoria norteadora foi o materialismo histórico-dialético,
estudando as principais obras de Marx, Freire e Vázquez para compreender a
organização do capitalismo e como ele se modela na burguesia por meio da
mediação dos vários aparelhos de Estado ou aparelhos privados de hegemonia.
Identificou-se como a prática do trabalho se constitui em práxis transformadora à
medida que se inscreve na articulação das tensões entre a sociedade do capital,
também presentes no MST e, para isto, adotou-se, como referência, as categorias
de luta, educação, contradição e realidade. Estabeleceu-se uma interlocução com
autores que discutem a temática, por meio da qual foram analisadas as políticas
públicas da Educação do e no Campo no Estado do Paraná e, em específico a
práxis da Escola Camponesa Municipal Chico Mendes, vinculando o cenário
histórico da Educação do Campo e as forças do capital. Como fontes documentais,
foram utilizadas as experiências do MST em Querência do Norte e documentos da
referida Escola. Considerou-se a realidade da escola e do assentamento, bem como
da auto-organização de ambos. Para desenvolver o tema, são analisadas as ações
ocorridas no Assentamento Pontal do Tigre, com o intuito de elucidar como se dão
as ações contraditórias que permeiam as atividades da comunidade e como
reverberam no espaço escolar. Identificou-se como a prática do trabalho constitui-se
em práxis transformadora à medida que se inscreve na articulação das tensões
entre a sociedade do capital – também presente no Assentamento – e a utopia de
uma sociedade igualitária, objetivo maior do Assentamento.
Como Citar:
COMILO, Maria Edi da Silva. POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO DO CAMPO O
PARANÁ: A PRÁXIS NA EDUCAÇÃO DO CAMPO NO ASSENTAMENTO PONTAL DO TIGRE. 209 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual de Maringá. Orientadora: Profª. Drª. Maria Aparecida Cecílio.Coorientadora: Profª. Drª. Irizelda Martins de Souza e Silva. aringá, PR, 2013.
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