AS GEOGRAFIAS DAS ESCOLAS ITINERANTES DO MST: COMO A EDUCAÇÃO DO CAMPO FORTALECE A LUTA PELA TERRA NO PARANÁ.
Resumo:
O presente estudo está inserido em um espaço de fronteira, entre duas áreas do
conhecimento: a Geografia e a Educação, isso porque traz para debate o tema das
Escolas itinerantes do MST, enquanto materialização da Educação do Campo no
Paraná, mas também busca compreendê-las como uma forma ou como instrumento
na luta pela terra em territórios de conflito. Esse tema surge pela necessidade de
estudar processos de resistência no campo, frente à ausência de acesso a direitos
básicos e de olhares para os camponeses. Tem como objetivo compreender as
Escolas itinerantes do MST como expressões territoriais do processo de resistência
e luta pela terra no Paraná. Para isso, utilizamos metodologias que nos permitissem
uma análise predominantemente qualitativa, a partir de levantamentos bibliográficos,
entrevistas semi-estruturadas e estruturadas, produção e análise de um conjunto de
mapas com a espacialização das escolas, levantamento e análise de indicadores
socioeconômicos, análise documental e trabalhos de campo em três locais - duas
Escolas itinerantes, uma em Rio Bonito do Iguaçu outra em Quedas do Iguaçu, e
também na Escola Base das Escolas itinerantes do Paraná, localizada em Rio
Bonito do Iguaçu. Pudemos identificar a partir deste trabalho a importância que estas
escolas têm nos territórios onde se encontram, enquanto mais um elemento de
resistência frente à expulsão dos camponeses de suas terras, ao avanço do
agronegócio no campo, mas também frente à educação tradicional que, quando
ofertada, não condiz com a realidade vivida no campo, tampouco contribui para a
emancipação destes sujeitos. Sendo assim, as Escolas itinerantes, além de ser uma
resposta à demanda por escolas, têm contribuído, a partir da concepção de
Educação do Campo, com a construção de uma educação contra-hegemônica,
emancipadora e alinhada com a produção de modelo de campo e de sociedade mais
democrático.
conhecimento: a Geografia e a Educação, isso porque traz para debate o tema das
Escolas itinerantes do MST, enquanto materialização da Educação do Campo no
Paraná, mas também busca compreendê-las como uma forma ou como instrumento
na luta pela terra em territórios de conflito. Esse tema surge pela necessidade de
estudar processos de resistência no campo, frente à ausência de acesso a direitos
básicos e de olhares para os camponeses. Tem como objetivo compreender as
Escolas itinerantes do MST como expressões territoriais do processo de resistência
e luta pela terra no Paraná. Para isso, utilizamos metodologias que nos permitissem
uma análise predominantemente qualitativa, a partir de levantamentos bibliográficos,
entrevistas semi-estruturadas e estruturadas, produção e análise de um conjunto de
mapas com a espacialização das escolas, levantamento e análise de indicadores
socioeconômicos, análise documental e trabalhos de campo em três locais - duas
Escolas itinerantes, uma em Rio Bonito do Iguaçu outra em Quedas do Iguaçu, e
também na Escola Base das Escolas itinerantes do Paraná, localizada em Rio
Bonito do Iguaçu. Pudemos identificar a partir deste trabalho a importância que estas
escolas têm nos territórios onde se encontram, enquanto mais um elemento de
resistência frente à expulsão dos camponeses de suas terras, ao avanço do
agronegócio no campo, mas também frente à educação tradicional que, quando
ofertada, não condiz com a realidade vivida no campo, tampouco contribui para a
emancipação destes sujeitos. Sendo assim, as Escolas itinerantes, além de ser uma
resposta à demanda por escolas, têm contribuído, a partir da concepção de
Educação do Campo, com a construção de uma educação contra-hegemônica,
emancipadora e alinhada com a produção de modelo de campo e de sociedade mais
democrático.
Como Citar:
FERNANDES, Gabriela de Menezes. As geografias das Escolas Itinerantes do MST: como a educação do campo fortalece a luta pela terra no Paraná. 2018. 146 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Setor de Ciências da Terra, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2018.
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