Observatório GEPEMDECC

Logo 1_Gepemdecc
Logo 2_formacampo
Logo 3_logo_uesb
Logo 3_ppged
Logo 4_logo_fapesb_secti
Logo 4_sec_bahia
Logo 5_uesc
Logo 6_ufrb
Logo 7_uneb
Logo 8_undime
Logo redepecc

A PARTICIPAÇÃO DAS CRIANÇAS E AS DESIGUALDADES EM UM CONTEXTO DE EDUCAÇÃO INFANTIL DO CAMPO


Resumo:

Esta dissertação trata sobre a participação das crianças e tem como tema principal as implicações das desigualdades sobre esta participação em um contexto de educação infantil do campo. Tomamos como quadro teórico os estudos sociais da infância e a nova sociologia da infância, na compreensão das crianças enquanto atores sociais, utilizamos ainda o conceito de ação social em uma perspectiva weberiana, para desenvolver a discussão das ações propositivas das crianças. Compreendemos a categoria infância enquanto uma construção social, uma categoria de tipo geracional que compõe a estrutura social. Nessa compreensão da infância enquanto parte da sociedade buscamos o “Atlas da exclusão social no Brasil” (2012), que nos proporcionou conhecer e identificar desigualdades em âmbito nacional, buscamos também outros documentos para a compreensão das especificidades e desigualdades em relação ao contexto rural como a “Pesquisa Nacional de Caracterização das práticas educativas com crianças de 0 a 6 anos de idade residentes em área rural” (2012) e outros documentos nacionais que respaldam a etapa de ducação Infantil do Campo. Para isto foi desenvolvida uma investigação de orientação etnográfica para conhecer o contexto, perceber e visibilizar a ação social das crianças bem pequenas e as possíveis desigualdades que se apresentariam. Esta investigação assumiu a postura de observação participante e se desenvolveu por 3 meses, utilizamos o diário de campo, vídeo e fotografia e compartilhamos a rotina diária no espaço educacional com as crianças. A partir da investigação desenvolvida foi possível identificar que a desigualdade geracional entre adultos e criança se apresenta; a desigualdade pela localização do contexto em que a criança vive, no caso o rural, e a desigualdade etária na etapa de educação infantil, que compreende as crianças de 0 a 5 anos, também influenciam de forma desigual o acesso à vaga e infraestrutura. Nesta nossa investigação foi possível visibilizar ações sociais entre pares, ações intencionais e com sentidos visados, em um grupo de crianças de dois para três anos de idade.

Como Citar:

BIJEGA, Graciele Lehnen. A participação das crianças e as desigualdades em um contexto de educação infantil do campo. 2018. 137 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Setor de Educação, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2018.
Voltar para Lista