FORMAÇÃO DE PROFESSORES E EDUCAÇÃO DO CAMPO: QUESTÕES E DESAFIOS NO ÂMBITO MUNICIPAL
Resumo:
Esta dissertação se reportou à formação de professores que atuam em escolas do
campo em dois municípios rurais do Estado do Paraná, Tijucas do Sul e
Quitandinha. Por terem as escolas sido nomeadas como escolas do campo, o
estudo realizado tomou como referência inicial os conceitos de educação do campo
e de educação rural, para investigar se nesses municípios ocorrem cursos e outras
atividades voltadas para a formação continuada, nessa temática, buscando entender
que orientações e medidas são aplicadas; e, como professores e pedagogos estão
percebendo esse processo, em relação à concepção de educação do campo.
Fundamentou-se no pensamento de autores cuja contribuição auxiliou na
compreensão dos debates e discussões em torno de questões e processos de
formação inicial e continuada; a respeito da importância e papel desempenhado
pelos movimentos sociais, nesse contexto, para a compreensão da concepção de
educação do campo; sobre como entendem o processo de reflexividade no
pensamento e ação do professor; e, na compreensão das funções e papel de
gestores e pedagogos nos processos de formação continuada. Além da pesquisa
bibliográfica, utilizou-se como instrumentos e recursos, na pesquisa empírica,
entrevistas e questionários aplicados nas SME e em escolas do campo, no âmbito
municipal (16 escolas) e estadual (dois colégios estaduais), totalizando 31 (trinta e
um) participantes, entre professores e pedagogos. Os resultados obtidos revelam
que a formação docente nos municípios estudados vem ocorrendo gradativamente,
sob as modalidades presenciais e à distância. A maioria dos professores cursou
graduação como formação inicial. Quanto à formação continuada, os professores
tem acesso aos cursos de pós graduação lato sensu e demais cursos ofertados
pelas secretarias municipal e estadual de educação, alguns com a participação de
instituições de ensino superior; já o acesso a cursos em nível de pós graduação
stricto sensu (mestrado e doutorado) é restrito, confirmando que a realidade das
populações do campo se apresenta com restritas possibilidades de acesso ao
ensino, em continuidade à formação inicial, dependendo, a maior parte, da iniciativa
e disponibilidade de cada professor. A partir da fala dos participantes e com base
nos autores consultados foi possível constatar a existência das duas concepções de
educação - rural e do campo, nas práticas desenvolvidas nas escolas, assim como
em orientações presentes no processo de formação continuada. Constatou-se
também que onde existe um trabalho em parceria com instituições de ensino
superior, para o desenvolvimento de pesquisas e realização de cursos, eventos e
outras atividades nos municípios e nas escolas (estudos de grupo, oficinas,
seminários), que se traduza por um trabalho coletivo, a educação do campo se
apresenta com maior visibilidade.
campo em dois municípios rurais do Estado do Paraná, Tijucas do Sul e
Quitandinha. Por terem as escolas sido nomeadas como escolas do campo, o
estudo realizado tomou como referência inicial os conceitos de educação do campo
e de educação rural, para investigar se nesses municípios ocorrem cursos e outras
atividades voltadas para a formação continuada, nessa temática, buscando entender
que orientações e medidas são aplicadas; e, como professores e pedagogos estão
percebendo esse processo, em relação à concepção de educação do campo.
Fundamentou-se no pensamento de autores cuja contribuição auxiliou na
compreensão dos debates e discussões em torno de questões e processos de
formação inicial e continuada; a respeito da importância e papel desempenhado
pelos movimentos sociais, nesse contexto, para a compreensão da concepção de
educação do campo; sobre como entendem o processo de reflexividade no
pensamento e ação do professor; e, na compreensão das funções e papel de
gestores e pedagogos nos processos de formação continuada. Além da pesquisa
bibliográfica, utilizou-se como instrumentos e recursos, na pesquisa empírica,
entrevistas e questionários aplicados nas SME e em escolas do campo, no âmbito
municipal (16 escolas) e estadual (dois colégios estaduais), totalizando 31 (trinta e
um) participantes, entre professores e pedagogos. Os resultados obtidos revelam
que a formação docente nos municípios estudados vem ocorrendo gradativamente,
sob as modalidades presenciais e à distância. A maioria dos professores cursou
graduação como formação inicial. Quanto à formação continuada, os professores
tem acesso aos cursos de pós graduação lato sensu e demais cursos ofertados
pelas secretarias municipal e estadual de educação, alguns com a participação de
instituições de ensino superior; já o acesso a cursos em nível de pós graduação
stricto sensu (mestrado e doutorado) é restrito, confirmando que a realidade das
populações do campo se apresenta com restritas possibilidades de acesso ao
ensino, em continuidade à formação inicial, dependendo, a maior parte, da iniciativa
e disponibilidade de cada professor. A partir da fala dos participantes e com base
nos autores consultados foi possível constatar a existência das duas concepções de
educação - rural e do campo, nas práticas desenvolvidas nas escolas, assim como
em orientações presentes no processo de formação continuada. Constatou-se
também que onde existe um trabalho em parceria com instituições de ensino
superior, para o desenvolvimento de pesquisas e realização de cursos, eventos e
outras atividades nos municípios e nas escolas (estudos de grupo, oficinas,
seminários), que se traduza por um trabalho coletivo, a educação do campo se
apresenta com maior visibilidade.
Como Citar:
SANTOS, Raquel Mercedes Alves dos. Formação de professores e educação do campo: questões e desafios no âmbito municipal. 2016. 141 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Setor de Educação, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2016.
Voltar para Lista










