PROCESSOS DE ESCOLHA DE LIVROS DIDÁTICOS EM ESCOLAS DE ASSENTAMENTO: DIÁLOGOS E TENSÕES
Resumo:
Apresenta resultados da investigação sobre processos de escolha dos Livros Didáticos do PNLD Campo por educadores de scolas do campo localizadas em Assentamentos da Reforma Agrária. Assume as concepções de Educação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST e da Educação do Campo a partir das experiências de educação construídas pelos movimentos sociais do campo. Reconhece a Educação do Campo e a Educação Rural como dois paradigmas distintos de educação para o campo brasileiro. Apresenta questões gerais sobre a luta pela terra e por educação no Brasil contemporâneo e a luta por escolas nos acampamentos e assentamentos do MST. Faz referências à escolarização e seus elementos em um caso particular, sustentando as análises em
conceitos referenciais da Linha Cultura, Escola e Ensino que dialogam com as proposições da Educação do Campo, em particular com o conceito de escola como construção social. Traz elementos das teorias sobre as relações entre cultura escolar e os manuais escolares, sobre o Livro Didático, o Programa Nacional do Livro Didático – PNLD – e sobre o PNLD Campo. Analisa os processos de escolha dos livros didáticos por educadores dos anos iniciais do Ensino Fundamental de escolas do campo, localizadas em áreas de assentamento da reforma agrária, discutindo as condições em que eles ocorrem e os critérios utilizados pelos educadores, na relação com o projeto de educação do MST e com os fundamentos teóricos da Educação do Campo. O trabalho empírico foi realizado em escolas do campo, por meio de questionários e entrevistas dirigidos a nove educadoras dos anos iniciais do Ensino Fundamental de escolas localizadas em Assentamentos da Reforma Agrária, no município de Abelardo Luz (SC). Também foram utilizadas a
análise documental e a observação participante, esta última como estratégia complementar. As análises foram articuladas em torno de duas categorias derivadas de conceituações de Freire (1981), que permitiram evidenciar os resultados da pesquisa: a) tensões entre autonomia e imposição nos processos de decisão sobre os livros didáticos; e b) diálogos e tensões entre propostas de educação
coexistentes nas escolas de Assentamento.
conceitos referenciais da Linha Cultura, Escola e Ensino que dialogam com as proposições da Educação do Campo, em particular com o conceito de escola como construção social. Traz elementos das teorias sobre as relações entre cultura escolar e os manuais escolares, sobre o Livro Didático, o Programa Nacional do Livro Didático – PNLD – e sobre o PNLD Campo. Analisa os processos de escolha dos livros didáticos por educadores dos anos iniciais do Ensino Fundamental de escolas do campo, localizadas em áreas de assentamento da reforma agrária, discutindo as condições em que eles ocorrem e os critérios utilizados pelos educadores, na relação com o projeto de educação do MST e com os fundamentos teóricos da Educação do Campo. O trabalho empírico foi realizado em escolas do campo, por meio de questionários e entrevistas dirigidos a nove educadoras dos anos iniciais do Ensino Fundamental de escolas localizadas em Assentamentos da Reforma Agrária, no município de Abelardo Luz (SC). Também foram utilizadas a
análise documental e a observação participante, esta última como estratégia complementar. As análises foram articuladas em torno de duas categorias derivadas de conceituações de Freire (1981), que permitiram evidenciar os resultados da pesquisa: a) tensões entre autonomia e imposição nos processos de decisão sobre os livros didáticos; e b) diálogos e tensões entre propostas de educação
coexistentes nas escolas de Assentamento.
Como Citar:
BOROWICC, Roseli. Processos de escolha de livros didáticos em escolas de assentamento: diálogos e tensões. 2016. 160 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Setor de Educação, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2016.
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