INTERFACES DAS POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL E EDUCAÇÃO DO CAMPO NO CONTEXTO DA AMAZÔNIA ACREANA
Resumo:
A tese intitulada “Interfaces das políticas de educação especial e Educação do Campo
no contexto da Amazônia acreana” faz referência a um estudo realizado na cidade de
Cruzeiro do Sul, localizada no interior do estado do Acre. Teve como objetivo geral
analisar como se configuram as políticas públicas de interfaces Educação Especial e
Educação do Campo no contexto da diversidade da Amazônia acreana. A partir do
objetivo maior, traçamos os seguintes objetivos específicos: analisar o contexto de
influência, a partir dos aspectos dos organismos internacionais, compreendendo como
estes influenciaram a política pública da Educação brasileira; entender e avaliar, no
contexto de produção de texto, as políticas públicas de Educação Especial e de
Educação do Campo, assim como as interfaces entre as modalidades; analisar o
contexto da prática, enfatizando a política de escolarização dos alunos PAEE nas
interfaces entre Educação Especial e Educação do Campo, tendo como base a
percepção dos professores do ensino comum e professores especialistas da
Educação do Campo. A abordagem teórico-metodológica escolhida para o estudo foi
o Ciclo de Políticas (ACP), de Richard Bowe e Stephan Ball, que compreendeu o
contexto de influência, o contexto de produção de texto e o contexto da prática. Os
dados foram coletados por meio de questionários, entrevistas e análise documental,
com a participação de 74 professores do ensino comum, 16 professores especialistas
da escola do campo, e 5 professoras orientadoras do Núcleo de Apoio Pedagógico à
Inclusão (NAPI). Os dados foram organizados em gráficos e tabelas, utilizando-se da
concepção teórico-metodológica do Ciclo de Política para análise fundamentada, que
dialogaram com teses e dissertações sobre políticas e interfaces. Os resultados da
pesquisa, avaliados por meio de indicadores da política, com base na percepção dos
professores do ensino comum e professores especialistas, mostraram que as políticas
públicas de interfaces Educação Especial e Educação do Campo foram bem melhor
avaliadas pelos professores especialistas. Os dados do censo escolar registram e
demonstram a existência de matrículas de alunos PAEE nas escolas do campo, no
entanto, ainda existem discentes com necessidades educativas especiais fora do
ambiente escolar. Percebemos, também, que as interfaces entre as modalidades de
ensino se fazem presentes, e em processos de construção, contudo, apresentam
elementos que precisam ser analisados nas políticas públicas de Educação Especial
e de Educação do Campo. Fatores como ausência de professor especialista na escola
regular, falta de transporte, falta de materiais e recursos, acessibilidade e condições
de trabalho foram apontados pelos professores, mostrando, assim, a precariedade na
efetivação das políticas de interfaces na prática das escolas do campo. Esta realidade
demanda a urgência de políticas públicas que considerem os fatores econômicos,
sociais e, principalmente, geográficos no interior da Amazônia acreana, onde vivem
sujeitos em precárias condições de inclusão escolar. Por fim, acreditamos que as
políticas públicas de Educação Especial para o campo precisam ser melhor
construídas, articuladas e efetivadas em face à realidade do que é educar no interior
do Acre, cuja população do campo apresenta adversidades e peculiaridades de
cultura e de escola.
no contexto da Amazônia acreana” faz referência a um estudo realizado na cidade de
Cruzeiro do Sul, localizada no interior do estado do Acre. Teve como objetivo geral
analisar como se configuram as políticas públicas de interfaces Educação Especial e
Educação do Campo no contexto da diversidade da Amazônia acreana. A partir do
objetivo maior, traçamos os seguintes objetivos específicos: analisar o contexto de
influência, a partir dos aspectos dos organismos internacionais, compreendendo como
estes influenciaram a política pública da Educação brasileira; entender e avaliar, no
contexto de produção de texto, as políticas públicas de Educação Especial e de
Educação do Campo, assim como as interfaces entre as modalidades; analisar o
contexto da prática, enfatizando a política de escolarização dos alunos PAEE nas
interfaces entre Educação Especial e Educação do Campo, tendo como base a
percepção dos professores do ensino comum e professores especialistas da
Educação do Campo. A abordagem teórico-metodológica escolhida para o estudo foi
o Ciclo de Políticas (ACP), de Richard Bowe e Stephan Ball, que compreendeu o
contexto de influência, o contexto de produção de texto e o contexto da prática. Os
dados foram coletados por meio de questionários, entrevistas e análise documental,
com a participação de 74 professores do ensino comum, 16 professores especialistas
da escola do campo, e 5 professoras orientadoras do Núcleo de Apoio Pedagógico à
Inclusão (NAPI). Os dados foram organizados em gráficos e tabelas, utilizando-se da
concepção teórico-metodológica do Ciclo de Política para análise fundamentada, que
dialogaram com teses e dissertações sobre políticas e interfaces. Os resultados da
pesquisa, avaliados por meio de indicadores da política, com base na percepção dos
professores do ensino comum e professores especialistas, mostraram que as políticas
públicas de interfaces Educação Especial e Educação do Campo foram bem melhor
avaliadas pelos professores especialistas. Os dados do censo escolar registram e
demonstram a existência de matrículas de alunos PAEE nas escolas do campo, no
entanto, ainda existem discentes com necessidades educativas especiais fora do
ambiente escolar. Percebemos, também, que as interfaces entre as modalidades de
ensino se fazem presentes, e em processos de construção, contudo, apresentam
elementos que precisam ser analisados nas políticas públicas de Educação Especial
e de Educação do Campo. Fatores como ausência de professor especialista na escola
regular, falta de transporte, falta de materiais e recursos, acessibilidade e condições
de trabalho foram apontados pelos professores, mostrando, assim, a precariedade na
efetivação das políticas de interfaces na prática das escolas do campo. Esta realidade
demanda a urgência de políticas públicas que considerem os fatores econômicos,
sociais e, principalmente, geográficos no interior da Amazônia acreana, onde vivem
sujeitos em precárias condições de inclusão escolar. Por fim, acreditamos que as
políticas públicas de Educação Especial para o campo precisam ser melhor
construídas, articuladas e efetivadas em face à realidade do que é educar no interior
do Acre, cuja população do campo apresenta adversidades e peculiaridades de
cultura e de escola.
Como Citar:
MARTINS, Nayra Suelen de Oliveira. Interfaces das políticas de educação especial e educação do campo no contexto da Amazônia acreana. 2022. 266 f. Tese (Doutorado em Educação) – Setor de Educação, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2022.
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