JOVENS, ESCOLARIZAÇÃO E LIVROS DIDÁTICOS: ESTUDO ETNOGRÁFICO EM UMA ESCOLA DE ASSENTAMENTO (SC)
Resumo:
Relata pesquisa que analisa as relações entre especificidades da escola do campo, jovens alunos e livros didáticos. Articula-se às discussões da Linha de Pesquisa Cultura, Escola e Ensino e do Núcleo de Pesquisa em Publicações Didáticas (NPPD), da Universidade Federal do Paraná (BR). Assume como ponto de partida a concepção de Educação do Campo em oposição à Educação Rural, a partir das experiências de educação construídas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST. Tem como objetivo geral compreender as relações que os jovens de uma escola do campo estabelecem com as demandas por especificidades em sua escolarização, nas condições específicas de ser jovem em uma situação particular – alunos de escola de assentamento da reforma agrária – para colocar em debate a existência de um programa para a produção de livros específicos para os alunos do campo (PNLD-Campo). Como objetivos específicos, propõe: a) analisar elementos produzidos nas dinâmicas culturais da escola em estudo quanto à formação escolar de jovens alunos do ensino médio; b) compreender a relação que os jovens estabelecem com o conhecimento, a partir da presença dos livros didáticos em sua vida escolar, nas diferentes formas pelas quais isso se dá no caso em estudo; c) buscar indícios e/ou evidências da existência de especificidades da escola nesta condição particular – para jovens em um assentamento da reforma agrária – e discutir a partir disso a necessidade ou não de livros específicos, incluindo o ponto de vista dos sujeitos escolares, em particular dos jovens alunos; d) analisar e problematizar perspectivas que decorrem das decisões de considerar especificidades da escolarização para os alunos do campo, em particular a partir dos livros didáticos e sua presença na vida escolar. Conceitualmente, tem como ponto de partida a escola entendida como construção social (ROCKWELL; EZPELETA, 2007). A pesquisa empírica foi desenvolvida na Escola de Ensino Médio Paulo Freire, localizada em um assentamento de reforma agrária de nome José Maria, no município de Abelardo Luz-SC. As análises foram desenvolvidas em abordagem que articula contribuições da Sociologia, da Antropologia e da História, na perspectiva recomendada por Rockwell (1997) e por Schmidt e Garcia (2008), para estudos em casos que focalizam as relações entre cultura, escola e ensino. Metodologicamente, caracteriza-se como pesquisa com abordagem etnográfica. O trabalho empírico foi desenvolvido durante aproximadamente dois anos, e foram utilizadas estratégias que incluem observação, entrevistas individuais e rodas de conversa, instrumentos escritos e análise documental. Os resultados colocam em evidência
elementos da cultura dos jovens que vivem no campo e trazem seus pontos de vista sobre os significados da escolarização, a presença e as contribuições dos livros para sua formação, e suas expectativas enquanto jovens que vivem a sua condição juvenil como alunos de uma escola localizada em um assentamento da reforma agrária, ao Sul do Brasil. Finalmente enuncia a tese construída como resultado do processo investigativo na qual se explicita a posição da pesquisadora sobre livros didáticos específicos para a Escola do Campo, produzida na relação entre teoria e empiria
elementos da cultura dos jovens que vivem no campo e trazem seus pontos de vista sobre os significados da escolarização, a presença e as contribuições dos livros para sua formação, e suas expectativas enquanto jovens que vivem a sua condição juvenil como alunos de uma escola localizada em um assentamento da reforma agrária, ao Sul do Brasil. Finalmente enuncia a tese construída como resultado do processo investigativo na qual se explicita a posição da pesquisadora sobre livros didáticos específicos para a Escola do Campo, produzida na relação entre teoria e empiria
Como Citar:
VIEIRA, Edilaine Aparecida. Jovens, escolarização e livros didáticos: estudo etnográfico em uma escola de assentamento (SC). 2018. 276 f. Tese (Doutorado em Educação) – Setor de Educação, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2018
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