A PRÁXIS EDUCATIVA DO MOVIMENTO DE MULHERES CAMPONESAS: como fui educada pelas Guardiãs das Sementes.
Resumo:
A presente pesquisa analisou de que maneira o Movimento de Mulheres Camponesas em Santa Catarina educa suas participantes a partir de sua práxis, compreendendo práxis como um conjunto de práticas que se desenvolve por meio das suas propostas de formações, encontros e vivências visando à transformação da realidade e à produção da história das camponesas. A pesquisa também investigou de que modo os conhecimentos das mulheres do campo podem dialogar com os conhecimentos científicos. O trabalho tem como metodologia a autobiografia, que foi desenvolvida a partir de memórias e narrativas da pesquisadora durante sua participação no MMC/SC. Estas memórias e narrativas foram ressignificadas a partir de referenciais da educação, feministas e camponeses, buscando identificar quais são as contribuições do MMC para a formação de suas participantes, considerando-se um projeto para o campo e a cidade, que se propõe ser agroecológico, anticapitalista, antirracista, antipatriarcal, feminista e sem lgbtifobia. Durante a pesquisa foi possível observar o orgulho que as camponesas têm das suas raízes, bem como todo aprendizado que o MMC proporciona para as camponesas em diversas áreas como gênero, sexualidade, saúde, feminismos, discussões relacionadas a conjuntura política, o quanto aprendem com as formações e tendo a agroecologia como modo de vida, também foram encontrados limites relacionados às questões LBTI+ e juventude, que através do diálogo e formações esses temas vem sendo trabalhado no Movimento. Isso demonstra a importância da participação consciente da juventude.
Como Citar:
SOUZA, Fabiana Cordeiro dos Santos de. A práxis educativa do Movimento de Mulheres Camponesas: como fui educada pelas guardiãs das sementes. Dissertação (Mestrado em Educação Científica e Tecnológica) - Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2024.
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