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A APRENDIZAGEM DURANTE O ENSINO REMOTO EMERGENCIAL EM UMA ESCOLA DO CAMPO, NA VILA ALMIRANTE TAMANDARÉ, MUNICÍPIO DE MUCAJAÍ, RORAIMA


Resumo:

O Ensino Remoto Emergencial (ERE) ganhou evidência como parte das medidas de
enfrentamento à pandemia da Covid-19, quando se requereu a readequação da
prática pedagógica e das metodologias de ensino para fazer cumprir o currículo
escolar e o processo de ensino e aprendizagem. É nesse contexto que se insere esta
pesquisa. Seu objetivo principal é investigar como se deu o ERE na 2a série do Ensino
Médio da Escola Estadual Francisco Julião da Silva, na vila Almirante Tamandaré,
Município de Mucajaí, Roraima. Justificou a sua realização a necessidade de se
conhecer como o ERE aconteceu e propiciou a aprendizagem dos estudantes, uma
vez que grande parte das instituições de ensino localizadas no campo não dispõe de
recursos mínimos de tecnologias e a maioria dos discentes e docentes não tem
acesso à internet ou outros meios tecnológicos. Foi desenvolvida uma pesquisa de
campo, com abordagem qualitativa, do tipo descritiva, com aportes da pesquisa
bibliográfica, tendo por instrumento de coleta de dados um roteiro de entrevista
previamente estruturado, direcionado aos alunos da 2a série do Ensino Médio da
Escola Estadual Francisco Julião da Silva, que vivenciaram o período de ERE. A
apreciação dos resultados obtidos foi realizada por meio da análise de conteúdo de
Bardin (2011), onde foi possível conhecer os pressupostos teóricos e legais que
permeiam a Educação do Campo, identificando, para isso, as orientações para a
implantação do ERE durante a pandemia, a partir da análise do enfrentamento das
dificuldades e desafios, a fim de garantir a aprendizagem. Concluiu-se que a
continuidade do ensino no ERE aconteceu por meio do envio de material impresso
com o conteúdo das aulas em forma de apostilas, através do transporte escolar para
quem não conseguia ir à escola, pois a tecnologia não é um fator positivo no contexto
da Educação do Campo. Não foi registrada a utilização de recursos tecnológicos ou
de acesso à internet nem a disponibilidade de algum tipo de suporte para realizar as
atividades propostas, assim como para compreender os conteúdos. A ajuda foi muito
mais familiar e dos livros que receberam. O processo avaliativo também não parou.
Os professores davam uma devolutiva no próprio material enviado pelos alunos,
mediante o apontamento de erros e acertos. As principais dificuldades foram: não ter
o ambiente de sala de aula para manter o contato com os educadores e colegas; a
aprendizagem foi prejudicada pela inexistência do docente para explicar os conteúdos
e sanar as dúvidas; e, o difícil acesso ao material impresso devido a distância das
casas dos estudantes. Logo, preferem o ensino presencial justamente por terem a
oportunidade de aprender em sala de aula, em tempo real, já que contam com o apoio
do professor para receberem as explicações e compreenderem o assunto trabalhado.

Como Citar:

CRUZ, Orlene Costa. A aprendizagem durante o ensino remoto emergencial em uma escola do campo, na Vila Almirante Tamandaré, município de Mucajaí, Roraima. 2024. 109 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual de Roraima; Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima, Boa Vista, 2024.
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