PERCEPÇÕES DE ACADÊMICOS APINAJÉ SOBRE SUAS EXPERIÊNCIAS INTERCULTURAIS NO CURSO DE EDUCAÇÃO DO CAMPO DA UFT/TOCANTINÓPOLIS
Resumo:
Quais as práticas acadêmicas que levam as realidades e as experiências das comunidades indígenas Apinajé como fonte de conhecimento? Como os indígenas se relacionam com os não indígenas na Universidade durante o Tempo Comunidade e Universidade? Qual o sentido das atividades da Universidade para vida desses estudantes? Neste estudo são investigadas as percepções dos acadêmicos Apinajé sobre suas relações interculturais no curso de Licenciatura em Educação do Campo (LEdoC): habilitação em Artes e Música na Universidade Federal do Tocantins (UFT) em Tocantinópolis. Os objetivos específicos foram averiguar se existe diálogo entre os sujeitos, como forma de possibilitar a troca de experiências; identificar práticas musicais contextualizadas na Universidade que envolvam a cultura do povo Apinajé e verificar qual o sentido da experiência musical vivenciada por esses alunos nesse curso. A metodologia adotada foi História Oral, utilizando para a coleta de dados entrevistas de História Oral por meio da plataforma Google Meet. A pesquisa se enquadra dentro dos Estudos Culturais, mais especificamente em Educação, por utilizar-se de vários campos de conhecimento, tornando-se um estudo interdisciplinar (SILVA, 2013). Nos Estudos Culturais, por se tratar de uma prática cultural (CULLER, 1999), é possível abranger e incluir os estudos literários por meio de vozes das minorias, possibilitando a ampliação do cânone literário por intermédio dos saberes de várias áreas. O termo Interculturalidade subsidia este trabalho por compreender que os projetos voltados para as populações indígenas devem estar focados em perspectivas interculturais, e a Interculturalidade Crítica (WALSH, 2013) foi utilizada por defender a inserção de característica que envolve a sociedade como um
todo, por meio de um processo de construção democrática. Os resultados demonstraram que os indígenas acadêmicos ao chegarem à Universidade sentem diversas dificuldades, mas com o tempo vão se inserindo no processo e vendo formas de minimizarem seus problemas e seguir em busca da conquista de seu sonho de terminar o curso e dar um retorno para o seu povo relacionado à sua formação específica em Artes. As adversidades enfrentadas por eles perpassam pela ausência de transportes, precariedade e falta de internet, não ter computadores e o uso da Língua Portuguesa. O único programa que acompanhava especificamente os indígenas na Instituição foi extinto, tornando a permanência ainda mais fragilizada. A partir destes dados, destaca-se a necessidade do atendimento das demandas apresentadas pelos indígenas acadêmicos Apinajé para a efetivação de uma prática intercultural, em que suas experiências e os conhecimentos dos mais velhos sejam valorizados.
todo, por meio de um processo de construção democrática. Os resultados demonstraram que os indígenas acadêmicos ao chegarem à Universidade sentem diversas dificuldades, mas com o tempo vão se inserindo no processo e vendo formas de minimizarem seus problemas e seguir em busca da conquista de seu sonho de terminar o curso e dar um retorno para o seu povo relacionado à sua formação específica em Artes. As adversidades enfrentadas por eles perpassam pela ausência de transportes, precariedade e falta de internet, não ter computadores e o uso da Língua Portuguesa. O único programa que acompanhava especificamente os indígenas na Instituição foi extinto, tornando a permanência ainda mais fragilizada. A partir destes dados, destaca-se a necessidade do atendimento das demandas apresentadas pelos indígenas acadêmicos Apinajé para a efetivação de uma prática intercultural, em que suas experiências e os conhecimentos dos mais velhos sejam valorizados.
Como Citar:
SILVA, Mara Pereira da. Percepções de acadêmicos Apinajé sobre suas experiências interculturais no curso de educação do campo da UFT/ Tocantinópolis. 2022. 236 f. Tese (Doutorado em Letras : Língua e Literatura) - Universidade Federal do Norte do Tocantins, Araguaína, 2022.
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