CORPOREIDADE E EDUCAÇÃO DO CAMPO: OS SENTIDOS ATRIBUÍDOS AO CORPO NA PRÁTICA DOCENTE NOS TERRITÓRIOS RURAIS DE SANTARÉM-PA
Resumo:
Esta pesquisa investigou os sentidos que os professores atribuem ao corpo na prática docente, pelo viés da Corporeidade, em diálogo com a Educação do Campo nos territórios rurais de Santarém-PA. No estudo, compreendeu-se que o corpo é a condição de existência humana, por meio dele traçamos aspirações da nossa subjetividade e interagimos com outras subjetividades e com o mundo, é dotado de capacidade para o movimento com intencionalidade na direção da transformação e emancipação humana, contudo, se a Educação como viés de mudança e formação do ser humano, reduz ou nega a importância do corpo na constituição do conhecimento, deixa de fazer o seu papel social, democrático e crítico. E neste cenário, dentro do contexto da Educação, a escola, tornou-se uma referência como reguladora e opressora das manifestações corporais de seus alunos, legitimando o disciplinamento e a docilização como controle e organização escolar. Ao mesmo tempo, a escola pode ser transcendente das experiências educacionais por meio de vivências corporais. Optou-se, então, por uma análise de natureza qualitativa, considerando a metodologia em duas etapas: pesquisa bibliográfica e de campo, além disso, fundamenta-se numa abordagem fenomenológica, considerando que o sujeito é na sua existência, uma totalidade. Para a produção e análise dos dados, utilizou-se da Técnica de Elaboração e Análise de Unidades de Significado, desenvolvida por Moreira, Simões e Porto (2005). Os procedimentos epistemológicos baseiam-se na Teoria da Corporeidade e Educação do Campo. Participaram do estudo oito sujeitos que trabalham em escolas localizadas nos territórios rurais deste município, assim, ser docente no campo e estar atuando no ensino fundamental nas séries iniciais, foram critérios para a seleção destes sujeitos. Afere-se que, no entendimento das professoras entrevistadas, o corpo é uma totalidade, com múltiplas possibilidades de saberes e interação social e que por meio de gestos e de movimentos, estabelece-se uma relação de diálogo e de respeito. Através das falas dos sujeitos verificou-se vivências da corporeidade na prática docente para a maioria das professoras. Em relação à análise do ser docente e a importância da prática nos territórios rurais, foi revelado pelos sujeitos, que as especificidades da cultura camponesa potencializam a prática do professor para o processo de ensino aprendizagem.
Como Citar:
RODRIGUES, Rosenilma Branco. Corporeidade e educação do campo: os sentidos atribuídos ao corpo na prática docente nos territórios rurais de Santarém-PA. Orientador: Hergos Ritor Fróes de Couto. 2018. 142 f. Dissertação (Mestrado Acadêmico em Educação) – Programa de Pós Graduação em Educação, Universidade Federal do Oeste do Pará, Santarém, 2018.
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