VILAS, “LOGARES” E CIDADES: A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO RURAL DO PARÁ NA PRIMEIRA REPÚBLICA – 1889 A 1897.
Resumo:
Trata-se de um estudo sobre a história da educação rural no Pará, entre 1889-1897. A
intenção última é conhecer, a partir da pesquisa histórica, como se deu a educação rural
do Pará na Primeira República, tendo como foco os governos provisórios de Justo
Chermont e Huert Bacelar e o governo constitucional de Lauro Sodré. Nosso objetivo
geral é entender como a educação para homens e mulheres do interior do Pará foi
pensada e operacionalizada no plano governamental. Especificamente, estabelecemos
quatro objetivos: a) Levantar os investimentos feitos nas escolas rurais no período em
questão; b) Descrever como eram concebidas as escolas rurais do estado do Pará na
Primeira República; c) Entender quais os procedimentos utilizados, através dos
documentos oficiais, para formar o cidadão das escolas rurais; d) Compreender os
objetivos da formação educacional da população rural. Duas questões nortearam a
investigação: 1º) Que intenções permeavam a educação destinada às populações das
áreas rurais do Pará nos governos do período de 1889 a 1897? 2º) O que foi realizado,
no plano governamental, para a concretização desses objetivos? As fontes documentais
foram coletadas no Arquivo Público do Estado do Pará, na biblioteca Arthur Vianna e
nos Setor de Obras Raras do Centro Cultural do Pará Tancredo Neves (CENTUR). O
corpus da pesquisa está composto de: relatórios dos governadores; mensagens, ofícios,
abaixo-assinados, circulares e requerimentos; relatórios de diretores da Instrução
Pública; relatórios de visitadores; relatórios de grupo escolares; cadernos de Leis do
período. Metodologicamente, operamos a análise em três momentos: 1) momento da
heurística; 2) momento da crítica; 3) momento da interpretação. O texto está composto
de introdução, três seções e considerações finais. O trabalho realizado indica que os
governos estaduais na Primeira República pouco fizeram pela formação do homem do
interior do estado, apesar do uso político acentuado da educação como prioridade para
estes. Identificamos que os investimentos com a Instrução Pública tiveram seu limite
estabelecido pela ideologia do regime republicano que entendia a população rural como
uma gente de segunda ou de terceira, que precisava ser “lapidada” para o trabalho. Por
extensão, o espaço rural é compreendido como o lugar do atraso, da incivilidade e que,
portanto, um pouco de formação à sua população era o suficiente para transformar
homens rudes em cidadãos, ainda que de categoria inferior.
intenção última é conhecer, a partir da pesquisa histórica, como se deu a educação rural
do Pará na Primeira República, tendo como foco os governos provisórios de Justo
Chermont e Huert Bacelar e o governo constitucional de Lauro Sodré. Nosso objetivo
geral é entender como a educação para homens e mulheres do interior do Pará foi
pensada e operacionalizada no plano governamental. Especificamente, estabelecemos
quatro objetivos: a) Levantar os investimentos feitos nas escolas rurais no período em
questão; b) Descrever como eram concebidas as escolas rurais do estado do Pará na
Primeira República; c) Entender quais os procedimentos utilizados, através dos
documentos oficiais, para formar o cidadão das escolas rurais; d) Compreender os
objetivos da formação educacional da população rural. Duas questões nortearam a
investigação: 1º) Que intenções permeavam a educação destinada às populações das
áreas rurais do Pará nos governos do período de 1889 a 1897? 2º) O que foi realizado,
no plano governamental, para a concretização desses objetivos? As fontes documentais
foram coletadas no Arquivo Público do Estado do Pará, na biblioteca Arthur Vianna e
nos Setor de Obras Raras do Centro Cultural do Pará Tancredo Neves (CENTUR). O
corpus da pesquisa está composto de: relatórios dos governadores; mensagens, ofícios,
abaixo-assinados, circulares e requerimentos; relatórios de diretores da Instrução
Pública; relatórios de visitadores; relatórios de grupo escolares; cadernos de Leis do
período. Metodologicamente, operamos a análise em três momentos: 1) momento da
heurística; 2) momento da crítica; 3) momento da interpretação. O texto está composto
de introdução, três seções e considerações finais. O trabalho realizado indica que os
governos estaduais na Primeira República pouco fizeram pela formação do homem do
interior do estado, apesar do uso político acentuado da educação como prioridade para
estes. Identificamos que os investimentos com a Instrução Pública tiveram seu limite
estabelecido pela ideologia do regime republicano que entendia a população rural como
uma gente de segunda ou de terceira, que precisava ser “lapidada” para o trabalho. Por
extensão, o espaço rural é compreendido como o lugar do atraso, da incivilidade e que,
portanto, um pouco de formação à sua população era o suficiente para transformar
homens rudes em cidadãos, ainda que de categoria inferior.
Como Citar:
MORAES, Bárbara Danielle Damasceno. Vilas, “logares” e cidades: a história da educação rural do Pará na primeira República – 1889 a 1897. 2013. 154 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Instituto de Ciências da Educação, Universidade Federal do Pará, Belém, 2013.
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